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terça-feira, 2 de novembro de 2010

+ Londres...nos filmes

Um pouco sem querer, um pouco propositalmente (como eu já disse neste blog, nada como os filmes sobre um lugar que se visitou há pouco), assisti a mais dois filmes sobre a Inglaterra, os dois muuuito bons: A Jovem Rainha Vitória e Robin Hood. Ambos totalmente diferentes, mas extremamente bem feitos, bem cuidados e tratando de temas que gosto de ver em filmes.


A Jovem Rainha Vitória trouxe pra mim uma rainha Vitória totalmente diferente da que eu me lembrava de ter estudado um pouco na infância e daquela que ainda se ouve falar: a pudica repressora que, na verdade, fumava maconha transando com o jardineiro... fato é que nem essa nem a história do filme são 100% verdadeiras...a História é contada e recontada o tempo todo de acordo com as circunstâncias, o momento histórico, político, enfim...mas e daí? uma história boa é sempre boa, e bem contada é ótima!
Este filme também trouxe um lado muito romântico da vida dela com o princípe Albert que eu jamais imaginaria ali no Kensington Gardens olhando para o Albert Memorial (o qual, diga-se de passagem, achei mesmo muito lindo). Aliás, o que a História conta é que foi realmente um dos pouquíssimos casos de casamento por amor na realeza (só na realeza???)

Albert Memorial (detalhe) por Val Ebide, agosto/10


Albert Memorial por Val Ebide, agosto/10

O figurino, como em geral costuma ser nesses filmes, é deslumbrante e mereceu o Oscar que levou. O filme também foi indicado ao Oscar para direção de arte e maquiagem. Interessante como o figurino de Albert está muito igual ao da sua escultura no Albert Memorial. Emily Blunt dá mesmo um show...e com o penteado que sempre aparece na "velha Vitória".
Há uma cena 1000% londrina, ou inglesa. Logo no início da lua-de-mel do casal real, quando saem para um passeio e...chove, não para de chover há dias, e Albert pergunta se "é sempre assim". É, rs, é desesperador...
Bem, a verdade é que o filme não retrata exatamente a Inglaterra, ou Londres ou as transformações históricas da época mas, através de uma personagem histórica, conta um romance enternecedor.


Robin Hood é uma história que já foi contada diversas vezes em filmes de formas mais ou menos diferentes (o primeiro filme é de 1922). Esta versão de 2010, com Russell Crowe fazendo o papel de "Russell Crowe" (o que eu quero dizer é que ao longo do filme, tive às vezes a sensação de assistir ao Gladiador da Idade Média...), é totalmente diferente exceto por um único ponto: Robin Hood é o herói.
Como sempre é uma lenda entremeada com a História oficial inglesa, mas nesta versão o "salvador" Ricardo Coração de Leão é um belo de um ególatra, aliás versão muito mais crível do que a do monarca "fofinho"...João, seu irmão que assume o trono de modo oficial, sem usurpá-lo como aprendemos no colégio, é realmente um opressor abobalhado que quebra a importante promessa que, como nos conta a História, a final teve que cumprir, a de publicar a "carta de direitos dos cidadãos", a famosa (pelo menos para nós, advogados) Magna Carta do Rei João Sem Terra de 1215, a qual, segundo esta versão, teria sido redigida pelo pai de Robin Hood (calma pessoal, não estou contando o filme...e, bem, afinal, todo mundo já sabe mais ou menos como é a história...).
Lady Marion não era objeto de desejo do Rei João, mas do xerife de Sherwood e viúva de Robert Loksley, que nas versões anteriores era o próprio Robin (se não me engano...). De resto está tudo lá: João Pequeno, Frei Tuck, o manejo singular do arco-e-flecha...e até uma certa comicidade como sempre há, não sei o porquê, nos filmes de Robin Hood.
A fotografia e os figurinos são densos, em cinzas. Isso realmente dá um tom bastante distinto daquele de outras versões, como a de Kevin Costner no papel-título, por exemplo. O diretor consegue assim criar a atmosfera de pobreza, exploração e dor daquela época na Inglaterra. Mesmo em Londres. Muito envolvente.
Na minha opinião os "efeitos especiais" estão na medida. O trailer dá a impressão de ser um filme violento, mas acho que as imagens violentas também estão na medida.
Robin Hood é uma história tão interessante que apesar de sabermos seu final há sempre uma expectativa, uma torcida pelo mocinho outside law. Deve ser o nosso instinto profundo de liberdade e justiça...
Independente das questões internas, o filme é sim, realmente imperdível.




quinta-feira, 9 de setembro de 2010

LONDRES

Este post não vai tratar de dicas de Londres para viajantes. Definitivamente não.
Londres é tão "centro do mundo" que vc sequer precisa de um guia para visitá-la. Jogue "Londres" no google e boa viagem (aliás, se vc clicar no título, vai pro blog de viagens que mais curto o Rodei (self planning trips), com dicas fresquíssimas e quentíssimas rsrs sobre Londres).
Vou falar de sentimentos e experiências, ainda que efêmeros todos. E juntar todos os assuntos deste blog: viagem, culinária e cinema.

Escrevo ainda sob o impacto de assistir a "Jean Charles". Eu enrolei muito pra ver esse filme pq, embora confiando 100% no Selton Mello, achei que seria uma coisa meio "Independência ou Morte" com Tarcísio Meira (todo mundo lembra da sessão da tarde do dia 7 de setembro na infância...era sempre esse filme...). Pois definitivamente não é.

Se tem uma coisa que eu adoro quando volto de viagem é assistir a filmes, ler livros que tratem dos lugares onde estive. É sempre assim...guias e História antes, filmes e livros depois. Bem, isso não funcionou muito com a Turquia, já que eu não consegui terminar Neve...ganhou o Nobel mas eu não consegui, achei chato demais, mas bons livros merecem novas chances, este vai ter uma. Assim também foi com Paris (vou fazer um post especial, é claro) quando passei meses só pensando na revolução francesa, rs.

Voltando a "Jean Charles", eu tinha medo de que fosse uma babaquice, que o filme transformasse o cara num herói, num mártir. Mas não, muito ao contrário. O roteirista e diretor, e obviamente o Selton Mello, fizeram um Jean Charles totalmente humano, com muuuitos defeitos e muitas virtudes também, defeitos e virtudes essas que nada tiveram a ver com a estupidez de seu assassinato (essa pra mim é a melhor expressão para definir o episódio que chamam de "a morte" e foi usada pela Vanessa Giácomo (a prima Vivian) com toda propriedade). Um ser humano normal assassinado pela estupidez humana de pessoas desesperadas por não saberem lidar com atos estúpidos de outros seres humanos...isso é muito bem retratado no filme. Eu adorei, e chorei um monte.

 

E é também um filme sobre sonhar, acreditar nos seus sonhos e correr, correr muito atrás deles.
Interessante que em determinado momento do filme, no qual aparecem brasileiros "de verdade" e não atores, o Jean diz que brasileiro em Londres é como gremlin: "se jogar água aparecem mais 300".

E foi exatamente essa a sensação que tivemos. Não teve nenhum restaurante onde entrássemos que não tivesse ao menos um garçom brasileiro (isso inclui o restaurante do hotel, com quatro), e que ao nos ouvir falar, vinha correndo se apresentar aos "conterrâneos" e, de um modo semelhante, mas muito mais forte, do que em qualquer outro lugar do mundo onde encontrei brasileiros imigrantes, numa aproximação quase íntima, com tom de desabafo, pela única razão de sermos todos brasileiros.

Aliás esse lance de usar "gente de verdade", inclusive a prima Pat do Jean, dá um ar de documentário ao filme muito legal. Uma forma que me pareceu superadequada pra tratar de uma biografia, especialmente da biografia de alguém que teve uma vida absolutamente comum, e comum a de tantas outras pessoas.
É claro que não é uma obra-prima...tem imagens óóóbvias de Londres por exemplo, mas é difícil não ter né?

E por falar em restaurantes e imagens de Londres....se vc estiver em Londres certamente irá ao Tate Modern. Eu não gosto de arte contemporânea, mas valeu a visita pelos "modernos". Eu sou muito, mas muito mais a The National Gallery. Uma vez no Tate, aproveite para ir ao restaurante do último andar. Ainda que vc não vá almoçar lá, a vista é imperdível...aliás isso vc já deve ter lido em algum guia ou blog. Mas a experiência gastronômica também vale...e eu registrei para vcs.
Aqui o famoso fish and chips, o típico prato inglês, devidamente traçado e fotografado pela Natú, já que eu não suporto peixe! No restaurante do Tate ele recebeu o chiquéééérrimo nome de "beer-battered cornish haddock with chips, tartare sauce and mushy peas." Uau!

foto de Val Ebide

Pra mim, as usual, não tinha nada de muito interessante pra comer...não é culpa do restaurante mas sim das minhas restrições gastronômicas que são muitas e que, apesar de tanto viajar, não consigo superar. Então, de notável, a sobremesa: nectarinas grelhadas com pistache caramelizado e sorvete de lavanda. Eu adorei! A Soraya provou e odiou, disse que parecia sorvete de sabonete...é, é beem diferente. Quem quiser provar algo semelhante aproveite o restaurante week que rola em Sampa até a próxima semana. O restaurante Picchi serve uma sobremesa no cardápio especial da week: abacaxi com calda de lavanda  Mas, independente do sabor, era bem bonita. Não acham?

foto de Val Ebide

E como eu não estou aqui de brincadeira (ahã), é só clicar e vc terá uma receita do mixirica.com de muffins de limão e lavanda pra testar vc mesmo...

E falando em museus, fomos ao VAM, o Victoria and Albert Museum, para ver uma exposição de vestidos, jóias, bolsas e chapéus de Grace Kelly. A exposição era minúscula e, apesar de curtirmos o que deu pra ver, decepcionou. Pena, pois não havia tempo de ver o resto do museu. Fica pra próxima...sim, pq eu vou voltar a Londres e não será só uma vez...

Em um pub (dá pra não ir a um pub em Londres??), que parece ser uma rede pq vimos vários por toda a cidade, o Duke of Wellington, provamos uma cerveja sensacional com gengibre. Servida com muito gelo no copo. É algo absolutamente bizarro para nós, mas juro que é deliciosa...taí pra vcs verem...vou tentar achar no Brasil...será que o Frangó tem?

foto de Val Ebide

Mas isto foi depois de jantarmos em um simpático restaurante italiano o Mediterrâneo na Kensigton Park Road, paralela à famosérrima Portobello Road. Como todos os guias vão dizer a vc, a região (Notting Hill) é mesmo um charme, mas esse pedacinho exatamente é uma espécie de Little Italy londrina, com muuuita gente falando italiano, aliás (o "Portobello" não deve ser à toa..). Seja civilizado e faça uma reserva ... se vc já foi a Europa sabe como é...sem reserva e se for muito tarde, simplesmente não come.

Isso me fez lembrar que preciso rever Um Lugar chamado Notting Hill. Vale nem que seja pela belíssima cena das estações do ano passando enquanto o Hugh Grant passeia pela feirinha da Portobello Road...ou, pra lembrar da música.. sheeeeee, maybe the face I can't forget...

Nosso hotel, o The Caesar, de excelente custo benefício, era coladinho em Notting Hill. E bem pertinho do Kensington Gardens e do Cafe Diana.

No dia seguinte fomos a chic Patisserie Valerie (o nome já dizia tudo...rs) devorar todas aquelas coisas maravilhosas proibidas pela minha querida nutróloga/dermato/guru Dra. Samantha...rs

foto de Val Ebide

 Antes de irmos pra Croácia, mais precisamente no aeroporto, almoçamos no Pret a Manger, uma espécie de Starbucks londrina que também se espalhou pelo mundo...é bem isso, uma Starbucks com mais opções salgadas.

Por fim, pra quem adora Selton Mello, como eu, seguem os trailers de alguns de seus filmes que merecem ser vistos, com especial destaque para Lisbela e o Prisioneiro que, pra mim, tem a melhor cena romântica de todo o Cinema de todos os tempos, protagonizada por ele...ao ver de dentro da cela Lisbela, seu amor, vestida de noiva para se casar com outro, sua dor é tão grande...e Selton nos faz sentir toda essa dor, só com o olhar...




Tinha que dizer isso no final do post...demorou pra eu me apaixonar por Londres...não foi como o Leléu (Selton) que logo se apaixonou pela Lisbela...quando eu cheguei chovia tanto e estava tão mais frio do que em New York, que me fez lembrar o clima de São Paulo (argh!) e quem me conhece, ainda que pouco, sabe que isso tira totalmente meu humor...mas de repente, quando dei por mim, já estava fall in love total pela cidade...e, quer saber, to até com uma saudadezinha....

quarta-feira, 10 de março de 2010

Turquia - Roteiro


Por-do-sol em Istambul







Capadócia



Pamukkale


Samos



Casa da Virgem Maria


Cidade antiga - Ephesus




saindo da Mesquita Azul


Vista de istambul do Palácio Topkapi


interior do Palácio Topkapi


Este foi nosso roteiro da Turquia, viagem que fizemos eu, Lu, Sô e Karininha em 2009...as datas ficaram mantidas só pra dar idéia do tempo que ficamos em cada lugar.
As fotos ilustram bem o texto que segue.

Valem as dicas de sempre: dá pra fazer tudo pela Internet. Para reservar hotéis, siga as dicas do tripadvisor.com e para reservar, o booking.com. Reservar passagens: pelo decolar.com ou diretamente na cia. aérea.

A Turquia não é cara (como o resto da Europa), mas não é barata também. Enquanto não chega o Euro por lá, vale cada lira turca gasta.

É muito gostoso ir para um lugar sabendo um pouco de sua história, costumes etc.
Isso vale ainda mais quando se trata de um país tão antigo, que passou por tantas transformações e que tem um pedaço europeu e outro asiático. Então leia bastante sobre a Turquia, suas cidades e seus atrativos. Isso você também pode fazer pela Internet. Dê um “google”, vá ao UOL viagens, enfim. Aliás, são do UOL viagens as dicas no final. Tem o site oficial da Turquia que é excelente...

Foi uma viagem pra lá de divertida! Cheia de cultura, de saberes e sabores muito distantes e, às vezes, muito próximos dos nossos!

Em toda a Turquia o povo fui muito amável. E as autoridades também (a Turquia não é o Irã...).

Os taxistas não falam inglês. Aliás, fora dos hotéis, quase ninguém fala....mas eles tentam entender. De qualquer modo, é imprescindível sair com um mapa (apontando o local é sempre mais fácil...) e com o cartão do hotel (com nome, endereço e telefone é ainda mais fácil voltar “pra casa”...).

As mulheres devem ficar atentas pq às vezes os homens são “gentis demais” com elas. Nada agressivo, nunca, mas eles não perdoam!!!! rsrs

Em toda a Turquia você vai ouvir a seguinte oferta: “Tea? Apple tea? Coffee? Turkish Coffee?” nessa ordem e com aquele inglês carregado de sotaque....e às vezes, em lugar de “Tea”, na versão em turco: “Çai?” (pronuncia-se Txai...rsrs...como na novela Caminho das Índias). Prove todos e sempre que puder. É gostoso e gentil de sua parte.

31 de abril - Chegada em Istambul - Hotel Sapphire. Não é um ótimo hotel, mas é limpo, barato, honesto enfim.
Porque hotéis diferentes em Istambul? Na chegada ficamos em um hotel na parte histórica da Cidade, assim ficava mais fácil e rápido para circular.
Na volta, ficamos em um hotel na parte nova, um pouco mais perto dos restaurantes e baladas.
Ameeeei Istambul. É muito bonita e cosmopolita. Quero voltar, por isso recomendo a quem puder, ficar mais.
O guia visual da Folha sobre Istambul é muito bom. Vale consultá-lo.

1 de maio – Istambul
O que fazer nesses dias:
Os passeios no bairro histórico de Sultanahmet: como a Mesquita Azul, Haghia Sofya, o Palácio Topkapi (no palácio Topkapi tem um roteiro pago separadamente para ver a área do harém. Sinceramente, bobagem...não tem nada demais. Legal mesmo são todas as outras áreas do Palácio e seus jardins). Um passeio um pouco mais longe, mas que é legal pq tem uma igreja com mosaicos bizantinos antiqüíssimos: Igreja Kora.
obs: nas mesquitas é obrigatório cobrir a cabeça.
Passeio de barco no Bósforo
: vale a pena, se o tempo estiver bom.
Gran Bazaar: muuuuito legal. Uma “25 de março” gigante, em um local antiqüíssimo. Cuidado ao comprar ouro, em muitos lugares é ouro de baixíssima qualidade. Você vai encontrar pashiminas muito baratas, mas, nem sempre são feitas de lã pashimina verdadeiras...ainda assim, são bonitas.
Bazar de Especiarias. Queria ter tido mais tempo. O colorido, os perfumes...aproveite pra comprar chás de todos os sabores!
Jantamos num excelente restaurante, com uma vista deslumbrante de Istambul, que tem também uma baladinha bem legal: o Ulus 29. No hotel eles fazem a reserva pra você, mas vc também pode fazer no concierge.com.
Não fomos a nenhum banho turco (argh!). Mas pra quem curte, nem que seja só pra conhecer, segue uma dica do UOL Viagens: Cemberlitas Hamman - Se tiver que escolher apenas um, vá a este. Clima é o que não falta no hamman construído em 1584 a mando de Nurbanu, esposa (ou uma das) do sultão Selim. Há alas femininas e masculinas e está cheio de turistas. Por um lado isso significa gente na recepção falando inglês, por outro, perde uns 20% do charme. Vezirhan Caddesi, 8, tel. 522-7974, http://www.cemberlitashamami.com.tr/

2 de maio - Istambul - Às 22hs saímos de Istambul com destino a Izmir, voando pela Turkish Airlines. Excelente, aliás. O pessoal do Hotel Bella estava esperando no aeroporto para o transfer até Selçuk (mais 1 hora). Pronuncia-se “seltxuk”. O pessoal do Hotel Bella era gentilíssimo...deu pena de ir embora. É quase uma pousada. Os donos são também os “faz-tudo”...motoristas, cozinheiros...o café da manhã é divino, embora você certamente vá estranhar que em qualquer café da manhã turco tenha tomate e pepinos. O jantar é “divertido”, não deixe de provar. Bem, na verdade, você vai ter que jantar lá....Selçuk não tem nada pra fazer. No Hotel Bella foi onde encontramos as cerâmicas turcas mais lindas e com preço melhorzinho. E eles ainda mandaram por Fedex para Istambul para a gente não ter que ficar carregando por toda a Turquia. Eu trouxe uma travessa lindíssima e alguns azulejos decorativos (!!!). Chegou tudo inteirinho. Deu um pouco de trabalho explicar o conteúdo da bagagem de mão no aeroporto de Milão, mas no final deu tudo certo...rs

3 de maio - Chegada em Selçuk - Hotel Bella. Na frente do hotel há umas ruínas que não merecem visitação, mas fazem um super-visual para fotos. Lá você encontrará meninos que dizem ter encontrado moedas antigas dentre as ruínas e se oferecem para te levar para vê-las...cuidado! Não embarque nessa. Repare que nos postes em frente ao hotel há ninhos de cegonhas...é....aposto que você nunca tinha visto nenhuma....mas cuidado, não fique muito perto...você sabe como são os pássaros depois que comem...Neste dia fomos para Kusadasi pegar a balsa pra Samos na Grécia (sai 8:45 e volta 17:45).

Samos: pegue um táxi e peça pra ele mostrar os pontos principais da Ilha. Eles falam inglês e são bons guias, em geral. Não são muitos os atrativos. Pitagorius, o local onde dizem nasceu Pitágoras e onde há uma estátua em homenagem. Uma caverna santa....sem importância. Mas o visual do alto das montanhas é lindo. Se o tempo estiver quente, dá pra pegar uma praia, mas CUIDADO com o horário de saída da balsa....só tem uma por dia!!! E não esqueça seu passaporte, afinal, você estará saindo da Turquia e indo pra Grécia e, depois, voltando....E, em Samos, não deixe de provar uma especialidade grega de babar: o Moussaka.

4 de maio - Selçuk - visita a Efeso (ou Ephesus). Em um só dia dá pra fazer tudo e são passeios D E M A I S. De manhã cedinho o pessoal do Bella te deixa na cidade antiga. São ruínas romanas bem preservadas. O visual natureza + ruínas rende fotos divinas. Quando você termina o passeio, o pessoal do Bella te pega pra fazer um “pic-nic”. Na verdade não tem nada de pic-nic é um almoço turco muito legal, num lugar que parece uma tenda árabe. Você pode escolher entre os vários tipos de Borek (tem um outro nome, algo como “goleme” ou coisa assim...”), nós conhecemos como “burecas”, uma especialidade turca bem gostosa, feita ali na hora! Ao sair de lá, visita-se a “Casa da Virgem Maria”. Dizem que é o lugar onde ele foi viver depois da morte de Jesus Cristo. Crente ou não o lugar é lindo e emociona (especialmente se você tiver a sorte de que ele esteja vazio como no dia em que fui). Descendo as escadas depois da Capela construída no local, há uma “fonte” de água “benta” e uma parede onde todos amarram papeizinhos com pedidos.

5 de maio - Selçuk-Pamukkale – Pegamos um ônibus “meio” turístico que nos deixou, depois de um bizarro almoço em um “self-service” da Cidade, no Melrose Allgau Hotel. Outro “hotel-pousada”, cuidado pela própria família. Uma delícia. Sentar com eles à mesa, comer como se fôssemos da família, assistindo a um programa turco tipo Silvio Santos, e meio parecido com aquele do “Quem quer ser um milionário?”**. Foi uma experiência valiosa. Neste dia visita aos travertinos e Hierápolis. Os travertinos são aquelas famosas cascatas de piscinas azuis em mármore branco. Quando fomos o tempo estava horrível e, embora de beleza e magnitude impressionantes, não havia nada branquinho nem azulzinho....fotos de uma amiga que foi logo depois, mostram que o que os guias trazem é verdade...nós é que não tivemos sorte nesse passeio....Hierápolis é legal. Ponto. Já que você está lá...vá ver. Ou, se não fizer muita questão, fique mesmo nos travertinos, perto há uma piscina de água termal...dá pra se divertir.

6 de maio - Pamukkale-Capadocia (Urgup) – Isso foi muito legal. Depois que acabou, é claro...rs...fomos de ônibus. O pessoal do Mellrose Algau deixou a gente na rodoviária. Nos sentíamos dentro de um documentário. Por um lado, tudo muito diferente da nossa realidade e, por outro, igual a qualquer rodoviária: uma bagunça. Ninguém falava inglês....of course...Uma hora e meia de atraso e muitos Çais depois, nosso “buzum” partiu. A bordo, um “rodomoço” servindo çai sem parar e um líquido esquisito para higienizar as mãos, e, embora dentro do ônibus fosse praticamente o único local da Turquia onde era proibido fumar ele, lá no fundo do ônibus, fumava sem parar. Dentro do ônibus pessoas simples e tipicamente turcas, daquelas que você vê em fotos de reportagens que falam da Turquia: mulheres de véu e homens de boina. O ônibus parava a cada hora, praticamente...e cada parada tinha no mínimo meia-hora!!!! Enfim, 600 km feitos em onze horas....lá pela uma da manhã, com um frio de zero grau ou menos (a Capadócia é, em geral 10° mais fria do que Istambul, especialmente durante a noite), o “rodomoço” botou a gente pra fora do ônibus num lugar escuro no meio da estrada que, pelo jeito funciona como rodoviária pois, após cinco breves minutos de terror, chegou o nosso transfer para o Hotel Elkep Evi.
O Hotel era divino!!!! Um hotel de verdade, agora. Os quartos são nas cavernas nas montanhas. Aquelas em que os primeiros cristãos se escondiam. Mas, no século XXI com tooooda a mordomia! Pena que nessa primeira noite, em que estávamos cansadíssimas só pudemos dormir algumas poucas horas, já que as 5:30 da manhã passariam pra nos buscar para o passeio de balão, o que há de mais tradicional e imperdível na Capadócia (ou, como dizem os turcos “capadokia”).

7 de maio - Capadócia (a “terra de São Jorge”)- O passeio de balão (135 euros) que eu recomendo você deve agendar junto com a reserva do hotel, é um evento. Ao chegar no local, enquanto dezenas de balões coloridos são preparados, é servido um café da manhã para todos que farão o passeio. A cena é linda: centenas de turistas embasbacados com o colorido dos balões no meio de uma paisagem única, que chamam de paisagem lunar. A vista do alto é deslumbrante. O passeio dura mais ou menos uma hora e, após a descida, você é saudado com um diploma e uma taça de champagne pelo seu grande feito!! Eu tenho muito medo de altura mas encarei. Dá sim pra encarar. Mas se você tiver absoluto pavor, faça como minha amiga Helô que não fez o passeio de balão mas foi até lá acompanhar as amigas que iam fazer e, portanto, curtiu a partida dos balões (linda!!!) e a chegada! Ela adorou!
No resto do dia contratamos um taxista através do hotel e fomos passear pelas cidadelas da Capadócia (Göreme, Ürgüp, Nevsehir e Avanos), visitando fábricas de cerâmica, joalherias e vendo a paisagem.
À noite, jantamos no hotel. Divino!!! Aliás, o café da manhã lá também era imperdível.

8 de maio - Capadócia – contratamos um guia no hotel que nos levou para conhecer as diversas formações rochosas inusitadas da região (“chaminés-de-fadas”). Nos levou ao museu aberto de Göreme e fez vários outros passeios interessantes pelas cidades da região e, depois do jantar no hotel (divino, mais uma vez), para conhecer “a noite” local. Pule essa última parte...um local no “fim-do-mundo”, que data de 4.000 a.C, e que foi berço da Cristandade, não tem “noite”...
Pra quem não tem “aflição” de lugares fechados, diferentemente de mim, ainda tem a cidade subterrânea de Derinkoyu pra conhecer.

9 de maio - Saída de Capadócia para Istambul, às 6:45, chegada às 8:15. O pessoal do hotel deixou a gente no aeroporto e lá fomos nós de Turkish airlines outra vez. Fomos para o Tan Hotel. Nesse dia fomos para a rua do Comércio que, ao final, desemboca na Torre Gálata. Chegar a noite nesse lugar é um passeio belíssimo. A rua é interessante, você vê, lado a lado, restaurantes e lojas chiquérrimas e restaurantes e lojas de quinta categoria! Comprei lenços de seda de babar....

10 de maio – Istambul – Fomos conhecer o palácio Dolmabahçe (fiiiila, mas que vale a pena enfrentar) e sua linda escadaria de cristal. Fica quase em frente ao estádio do Galataçarai (ou seria do estádio do Fenerbahçe?? Não acho que era do Galataçarai mesmo. Bom, é um palácio enorme e famoso...rsrs...vai ser mais fácil de achar do que o estádio....). Aliás os turcos são loucos por futebol, quase tanto como os brasileiros, e adoooram os jogadores brasileiros...”Roberto Carlos”, era o que sempre ouvíamos....Se encontrar um turco que fale inglês, puxe conversa sobre o assunto. Vai ganhar um amigo! Dizer que é brasileiro também é sucesso!
Não deu tempo pra irmos lá, mas um passeio que dizem ser lindo é almoçar no Hotel Çiragan.
Fomos jantar em um lugar chiquérrimo, no bairro hype de Istambul. Reina. O jantar estava divino e lugar é lindo, com uma vista deslumbrante da ponte que liga os dois lados da cidade. Ao longo da noite o público foi “mudando”, as mesas são “transformadas” (não vou contar, você precisa assistir, é “show”) e, de repente, o que era um calmo e romântico restaurante vira uma meeega-balada! Mas era a última noite e, no dia seguinte, logo cedo, enfrentaríamos a maratona da volta....pena!

11 de maio - Istambul-Milão-São Paulo
Au revoir Istambul!

O site oficial da Turquia é excelente e vai ajudar muito vc a planejar sua trip: http://www.tourismturkey.org/
Coisas que não fizemos (sem arrependimento):
Tróia
: pq não é como nos filmes. Não tem nada. Só uma réplica do que deve ter sido, se existiu, do “cavalo de Tróia”.
Ankara: é a capital do País mas, e daí? É uma cidade nova, sem atrativos históricos.
Dança dos Derviches: quem viu gostou. E foi mais de um amigo que viu. Mas pra mim e minhas amigas, era turístico demais...”pulamos”.

O que nenhum guia conta pra você: a maioria dos banheiros tem “buracos” em lugar de vasos sanitários. Veja, não é que falte saneamento (como dizem que é na Índia e em alguns lugares da China), esses buracos são de louça sanitária, com descarga...bizarro! Siiiim, eu sei que ninguém vai sentar em um vaso de um banheiro público em qualquer lugar do mundo, mas você vai ver como a “mira”, nesse caso, é beeeem mais difícil....O importante é: procure a última porta....lá deve ter um vaso para facilitar a sua vida!

Dicas do UOL Viagens:
Site de turismo do país - http://www.turquia.org.br/
Site de turismo da cidade - http://www.istanbul.com/
Consulado Honorário Brasileiro em Istambul - O Cônsul Honorário é o sr Ethem Sancak (Ekspres Yolu Kavak Sokak, 3, Yenibosna, tel. (212) 652 1000, ethemsancak@hedefalliance.com.tr). Para serviços de Embaixada, somente em Ancara. O site da embaixada é o http://www.brasembancara.org/.

Idioma – Turco
Fuso horário - Cinco horas mais em relação a Brasília.
DDI - 90 (Turquia)
Código de acesso de Istambul - 212 (para o lado europeu) e 216 (para o lado asiático). Uma vez na cidade, só é preciso digitar o código de área se você estiver na área oposta. Senão, basta o número de 7 dígitos. Os telefones com prefixo 216 estão especificados.
Telefones de emergência - 110 (bombeiros); 112 (emergência); 155 (polícia).Informações Turísticas - Já no aeroporto você vai encontrar um posto de informações 24h que pode inclusive ajudar a reservar hotéis. O telefone de lá é (212) 663 0793. O de Sultanahmet fica na Divan Yolu, 3, (212) 518-1802. Há outro na estação de trem de Sirkeci: tel. (212) 511-5888. Na região de Beyoglu, há um posto dentro do Istambul Hilton: Cumhuriyet Caddesi, tel. (212) 233-0592.Moeda - A moeda turca é lira turca (TL), que ainda sofre bastante flutuação.Valor de troca - Acesse economia.uol.com.br/cotacoes/ para acompanhar a cotação. Câmbio - Os melhores lugares para trocar dinheiro são as casas de câmbio, com tarifas mais vantajosas e processos menos demorados que os dos bancos. Em geral, as tarifas não variam muito. Cartões de crédito são cada vez mais aceitos na cidade e caixas ATM são fáceis de achar.
Gorjetas - O serviço (dahil) em geral não vem na conta, mas é de praxe 10%. Quando vem, está especificado no pé da nota. Na dúvida pergunte. Em hotéis, um dólar para maleteiros é de bom tamanho e nos hamans os atendentes esperam 25% da conta.
Telefone - Para chamadas locais e também internacionais, o melhor é usar cartões telefones, encontrados em postos do correio e quiosques. Para quem pretende fazer muitas ligações, vale levar um aparelho celular desbloqueado e comprar um cartão SIM (hazur kart) local. A Turkcell é a operadora mais popular. Espere pagar US$ 25 pela matrícula, o que já inclui cerca de 25 minutos de ligações locais.
Internet - Apesar de a Turquia ter aderido ao mundo virtual, não é muito fácil encontrar internet cafés como conhecemos. Mais provável achar agências de turismo ou postos telefônicos que disponibilizem um ou dois computadores. Nos hotéis, em geral, há computadores para hóspedes usarem, mas só espere Wi-Fi ou cabo nos quartos em hotéis de primeira linha.
Segurança - Crimes contra turistas são raros, mas deve-se sempre ficar de olho em batedores de carteira, principalmente nos bairros turísticos. Caso algo aconteça, vá ao Tourist Police Station, Yerebatan Caddesi 6, tel. ( 212) 527-4503, para ser atendido em inglês. Desde os ataques terroristas a sinagogas e ao Consulado americano que mataram 40 pessoas em 2003, nada aconteceu. E o último terremoto aconteceu em 1999 (*teve um na semana passada – março/10- de baixas proporções).
Mulheres - Nada de fato acontece, mas uma mulher sozinha em Istambul deve se acostumar a ser seguida por homens puxando papo. Simplesmente continue andando e não dê trela. Sofrer algum tipo de agressão, ainda que verbal, é bem mais raro.
Voltagem e tomadas - Na Turquia, a voltagem padrão é 220V e as tomadas são do tipo europeu, redondas, com dois pinos.
Vacinas - Nenhuma em especial. Para evitar incômodos de estômago, beba apenas água mineral

Vídeos do nosso passeio de balão na Capadócia:


Este aqui bombou no GNT...


Aventura na rodoviária...


Mais dicas saborosas em http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos+paladar,em-istambul--a-majestosa-roma,3826,0.shtm e no meu post de 03.07.

** Quem Quer ser um Milionário? é um filme deslumbrante e mereceu as oito estatuetas do Oscar em 2009, incluindo melhor filme e melhor direção. Sei que nem sempre isso quer dizer que o filme seja realmente bom. Mas este é. Emocionante, humano, surpreendente. Dá até vergonha de colocar o link só no fim deste looongo post...