terça-feira, 28 de setembro de 2010

Olha que máximo o que a Tati do Panelaterapia postou no último domingo:


Eu não conhecia e A D O R E I!!! Valeu Tati!

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Imperdível - Pode Ver - Não Perca Seu Tempo

Um filme imperdível - italiano - é Le Fate Ignoranti (As Fadas Inocentes), ou no Brasil, um nome que quaaase entrega o ouro "Um Amor Quase Perfeito". É um filme forte, bem forte. Muito forte! Mas é de uma poesia absurda. Lembram-se o que eu disse sobre o filme "Há Tanto Tempo que Te Amo" que era uma história de amor e não um romance. Pois é, esse filme é sobre uma, ou muitas histórias de amor e um pouco de romance. Assista com o coração e a mente abertos! O final não é nem deixa de ser feliz. Até pq, a vida é assim....bom, pelo menos é o que eu acho. Daria até pra fazer um pequeno paralelo com certo blockbuster de Hollywood, mas não dá pra falar mais sem estragar as surpresas e os silêncios eloquentes do filme (como eu digo e repito, aamo os "silêncios" dos filmes). A resenha comercial é uma bobagem... E, como bom filme italiano, tem aquelas cenas de comida (preparação e refeição) que eu adoro! Reparem na frase final do protagonista (Stefano Accorsi)...le parole non dette...ou, as coisas que deixamos de dizer (a quem amamos)...
Atualmente está na lista dos meus preferidíssimos...non ho visto mai più bello...

Pode ver "Cheri", com Michelle Pfeiffer. Eu esperava mais, mas é um filme bonito, um belo romance (agora sim)! E tem atuações excepcionais como a da Kathy Bates. Vale o programa, mas sem muitas expectativas.


Não perca seu tempo com "Eu Odeio o Dia dos Namorados", uma tentativa frustrada de repetir o sucesso do divertido "Casamento Grego". Babaca até a última cena e bem deprê. Ta bom vai, meninas, vale pelo John Corbett (Aidan)...rs

Doce de abóbora - quase zero caloria

Post rapidinho pra quem reclama das minhas receitas muuuuuito elaboradas...rs
Uma das coisas que eu mais adorava quando era criança era o doce de abóbora da minha avó. Era um doce diferente dos que eu comia em outros lugares. Mais tarde descobri que ela não usava cal, só abóbora, açúcar, canela e cravo. A abóbora não fica em pedaços, mas quase um purê...perfeita para um queijinho branco, ou, como eu prefiro, com um requeijãzinho light.
Eu não gosto muito de cravo, então o meu é ainda mais simples....e sem açúcar ficou lightérrimo pq abóbora só tem 40 calorias em 100g.

imagem do google

Ingredientes
Uma embalagem de abóbora já descascada (ou se vc preferir, pode comprar a abóbora e descascá-la...)
Sete colheres de adoçante Tal e Qual (não pode ser outro pq vai ao fogo)
Canela em pau
Água

Modo de Fazer
coloque a abóbora em uma panela e cubra com o adoçante coloque dois paus de canela e coloque bastante água, quase até a borda.
deixe cozinhar em fogo baixo até secar a água (cuidado pra não queimar). De vez em quando mexa, de preferência com colher de pau.

É isso.
Estou comendo o meu agora...bom pra matar a vontade de doce!

domingo, 19 de setembro de 2010

Jantar do Eu Sozinho...

Chegou em casa cansadíssimo mas não quer descongelar (argh!) nada, não quer pedir nada pelo telefone (afinal só tem coisas "engordiets" para pedir...), mas também não quer ter  trabalho e nem sujar muita louça, não quer fazer massa de novo e não sabe que receita fazer se dificilmente se encontra uma receita para só uma pessoa...Seus problemas acabaram: prepare uma cocotte!

Quando experimentei a receita usei champignons em conserva, mas dá para fazer com várias outras coisinhas gostosas e variar tanto o sabor quanto os nutrientes. Dá pra fazer com shitake, shimeji (tudo picadinho), ou todos juntos, ervilha, palmito, alho-poró...um ou dois ovos, enfim vc pode por o que quiser na cocotte!

Também usei creme de leite light (para dar uma "emagrecida" na receita). E noz moscada já moída...
Sim, sim, gosto muito de cozinhar, mas não sou chef e nem tão caprichosa e dedicada assim...portanto se vc é um purista use cogumelos frescos, creme de leite fresco e rale a noz moscada na hora.

Só a Sosô é que não vai gostar dessa receita, mas, de repente, ela inova mais ainda e tira os ovos...mas aí tem que dar um nome novo...rs

A minha ficou assim...

foto de Val Ebide

OEFS EN COCOTTE AUX CHAMPIGNONS

Ingredientes

1/2 xícara de champignons

1/2 colher (sopa) de suco de limão (pra quem prefere testar a teoria de que o vinagre emagrece, é só substituir)

1 colher (sopa) de queijo parmesão ralado

2 ovos

2 colheres (sopa) de creme de leite light

sal e pimenta-do-reino a gosto

1 pitada de noz-moscada

Modo de Preparo

1. Esta receita pode ser feita de duas maneiras: no microondas ou no forno convencional.
Para quem quer preparar a cocotte no forno convencional deve preaqueçer o forno a 180ºC (temperatura média).

2. No forno convencional a cocotte vai dentro de uma assadeira com um pouco de água fervente. Ferva a água e coloque na assadeira já dentro do forno. A água não deve preencher mais da metade da assadeira. Cuidado na hora de tirar!!!!

3. Num ramequim (ou qualquer tigelinha refratária individual=cocotte), coloque o champignon temperado só com um pouquinho de pimenta do reino, o suco de limão e o parmesão.

4. Quebre os ovos sobre a camada de champignons (eu como morro de medo de ovo podre estragando minha comida sempre quebro um por um em uma tigelinha separada e só depois coloco na receita - e não adianta dizer que hoje em dia esse perigo não existe...).
Fure as gemas com um garfo, se vai assar a cocotte no microondas.

5. Coloque o creme de leite sobre os ovos, tempere com sal, pimenta-do-reino a gosto e uma pitada de noz-moscada. Não é pra misturar.

6. Coloque o ramequim dentro do forno na assadeira com água e deixe assar por 20 minutos, para uma gema mole. Para uma gema firme, deixe por mais 10 minutos.
Para assar no microondas, 2 minutos. Se quiser ela firme, 3 minutos.
Esses tempos dependem mais ou menos do seu forno. Teste!

E... voilà!

foto de Val Ebide






quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Vinho Rosé - a surpresa!

Na volta da nossa trip, eu, Sosô, Natú e Marcinha precisávamos matar as saudades e contar todas as novidades e fofocas para as meninas... Faltaram Lu, Mada e Shirley, mas estavam todas (dessa turma)  lá: Karininha, Pat, Pri, Mari e Palmi...foi tão gostoso! Nada como uma tarde de sábado 100% Sex & the City...
Fomos almoçar no Mani, o restaurante perfeito para um sábado ensolarado com as amigas.
A comida já conheciamos e, como sempre, estava uma delícia.
A grande surpresa foi o vinho. Geralmente tomamos um rosé. Vcs podem até fazer muxoxo, realmente, até um tempo atrás, os rosés não passavam de uma mistura sem-vergonha de tinto com branco, geralmente de pouca qualidade.
Agora os rosés estão suuuper-na-moda! São derivados de boas uvas, e têm um processo de fermentação e preparação bem mais elaborados.
Queríamos um rosé que não fosse muito seco e eu pensei num francês de bom preço. Mas então o maitre sugeriu um vinho nacional, que eu nunca tinha provado, e disse que era um rosé premiado, um tiquinho mais caro, o Taipa Pericó (2009)...e, bem, foram seis garrafas...uma delícia! Pena que é vendido em pouquíssimo lugares em SP...
Bem, fica aí a sugestão e a lembrança do nosso tim-tim!





quinta-feira, 9 de setembro de 2010

LONDRES

Este post não vai tratar de dicas de Londres para viajantes. Definitivamente não.
Londres é tão "centro do mundo" que vc sequer precisa de um guia para visitá-la. Jogue "Londres" no google e boa viagem (aliás, se vc clicar no título, vai pro blog de viagens que mais curto o Rodei (self planning trips), com dicas fresquíssimas e quentíssimas rsrs sobre Londres).
Vou falar de sentimentos e experiências, ainda que efêmeros todos. E juntar todos os assuntos deste blog: viagem, culinária e cinema.

Escrevo ainda sob o impacto de assistir a "Jean Charles". Eu enrolei muito pra ver esse filme pq, embora confiando 100% no Selton Mello, achei que seria uma coisa meio "Independência ou Morte" com Tarcísio Meira (todo mundo lembra da sessão da tarde do dia 7 de setembro na infância...era sempre esse filme...). Pois definitivamente não é.

Se tem uma coisa que eu adoro quando volto de viagem é assistir a filmes, ler livros que tratem dos lugares onde estive. É sempre assim...guias e História antes, filmes e livros depois. Bem, isso não funcionou muito com a Turquia, já que eu não consegui terminar Neve...ganhou o Nobel mas eu não consegui, achei chato demais, mas bons livros merecem novas chances, este vai ter uma. Assim também foi com Paris (vou fazer um post especial, é claro) quando passei meses só pensando na revolução francesa, rs.

Voltando a "Jean Charles", eu tinha medo de que fosse uma babaquice, que o filme transformasse o cara num herói, num mártir. Mas não, muito ao contrário. O roteirista e diretor, e obviamente o Selton Mello, fizeram um Jean Charles totalmente humano, com muuuitos defeitos e muitas virtudes também, defeitos e virtudes essas que nada tiveram a ver com a estupidez de seu assassinato (essa pra mim é a melhor expressão para definir o episódio que chamam de "a morte" e foi usada pela Vanessa Giácomo (a prima Vivian) com toda propriedade). Um ser humano normal assassinado pela estupidez humana de pessoas desesperadas por não saberem lidar com atos estúpidos de outros seres humanos...isso é muito bem retratado no filme. Eu adorei, e chorei um monte.

 

E é também um filme sobre sonhar, acreditar nos seus sonhos e correr, correr muito atrás deles.
Interessante que em determinado momento do filme, no qual aparecem brasileiros "de verdade" e não atores, o Jean diz que brasileiro em Londres é como gremlin: "se jogar água aparecem mais 300".

E foi exatamente essa a sensação que tivemos. Não teve nenhum restaurante onde entrássemos que não tivesse ao menos um garçom brasileiro (isso inclui o restaurante do hotel, com quatro), e que ao nos ouvir falar, vinha correndo se apresentar aos "conterrâneos" e, de um modo semelhante, mas muito mais forte, do que em qualquer outro lugar do mundo onde encontrei brasileiros imigrantes, numa aproximação quase íntima, com tom de desabafo, pela única razão de sermos todos brasileiros.

Aliás esse lance de usar "gente de verdade", inclusive a prima Pat do Jean, dá um ar de documentário ao filme muito legal. Uma forma que me pareceu superadequada pra tratar de uma biografia, especialmente da biografia de alguém que teve uma vida absolutamente comum, e comum a de tantas outras pessoas.
É claro que não é uma obra-prima...tem imagens óóóbvias de Londres por exemplo, mas é difícil não ter né?

E por falar em restaurantes e imagens de Londres....se vc estiver em Londres certamente irá ao Tate Modern. Eu não gosto de arte contemporânea, mas valeu a visita pelos "modernos". Eu sou muito, mas muito mais a The National Gallery. Uma vez no Tate, aproveite para ir ao restaurante do último andar. Ainda que vc não vá almoçar lá, a vista é imperdível...aliás isso vc já deve ter lido em algum guia ou blog. Mas a experiência gastronômica também vale...e eu registrei para vcs.
Aqui o famoso fish and chips, o típico prato inglês, devidamente traçado e fotografado pela Natú, já que eu não suporto peixe! No restaurante do Tate ele recebeu o chiquéééérrimo nome de "beer-battered cornish haddock with chips, tartare sauce and mushy peas." Uau!

foto de Val Ebide

Pra mim, as usual, não tinha nada de muito interessante pra comer...não é culpa do restaurante mas sim das minhas restrições gastronômicas que são muitas e que, apesar de tanto viajar, não consigo superar. Então, de notável, a sobremesa: nectarinas grelhadas com pistache caramelizado e sorvete de lavanda. Eu adorei! A Soraya provou e odiou, disse que parecia sorvete de sabonete...é, é beem diferente. Quem quiser provar algo semelhante aproveite o restaurante week que rola em Sampa até a próxima semana. O restaurante Picchi serve uma sobremesa no cardápio especial da week: abacaxi com calda de lavanda  Mas, independente do sabor, era bem bonita. Não acham?

foto de Val Ebide

E como eu não estou aqui de brincadeira (ahã), é só clicar e vc terá uma receita do mixirica.com de muffins de limão e lavanda pra testar vc mesmo...

E falando em museus, fomos ao VAM, o Victoria and Albert Museum, para ver uma exposição de vestidos, jóias, bolsas e chapéus de Grace Kelly. A exposição era minúscula e, apesar de curtirmos o que deu pra ver, decepcionou. Pena, pois não havia tempo de ver o resto do museu. Fica pra próxima...sim, pq eu vou voltar a Londres e não será só uma vez...

Em um pub (dá pra não ir a um pub em Londres??), que parece ser uma rede pq vimos vários por toda a cidade, o Duke of Wellington, provamos uma cerveja sensacional com gengibre. Servida com muito gelo no copo. É algo absolutamente bizarro para nós, mas juro que é deliciosa...taí pra vcs verem...vou tentar achar no Brasil...será que o Frangó tem?

foto de Val Ebide

Mas isto foi depois de jantarmos em um simpático restaurante italiano o Mediterrâneo na Kensigton Park Road, paralela à famosérrima Portobello Road. Como todos os guias vão dizer a vc, a região (Notting Hill) é mesmo um charme, mas esse pedacinho exatamente é uma espécie de Little Italy londrina, com muuuita gente falando italiano, aliás (o "Portobello" não deve ser à toa..). Seja civilizado e faça uma reserva ... se vc já foi a Europa sabe como é...sem reserva e se for muito tarde, simplesmente não come.

Isso me fez lembrar que preciso rever Um Lugar chamado Notting Hill. Vale nem que seja pela belíssima cena das estações do ano passando enquanto o Hugh Grant passeia pela feirinha da Portobello Road...ou, pra lembrar da música.. sheeeeee, maybe the face I can't forget...

Nosso hotel, o The Caesar, de excelente custo benefício, era coladinho em Notting Hill. E bem pertinho do Kensington Gardens e do Cafe Diana.

No dia seguinte fomos a chic Patisserie Valerie (o nome já dizia tudo...rs) devorar todas aquelas coisas maravilhosas proibidas pela minha querida nutróloga/dermato/guru Dra. Samantha...rs

foto de Val Ebide

 Antes de irmos pra Croácia, mais precisamente no aeroporto, almoçamos no Pret a Manger, uma espécie de Starbucks londrina que também se espalhou pelo mundo...é bem isso, uma Starbucks com mais opções salgadas.

Por fim, pra quem adora Selton Mello, como eu, seguem os trailers de alguns de seus filmes que merecem ser vistos, com especial destaque para Lisbela e o Prisioneiro que, pra mim, tem a melhor cena romântica de todo o Cinema de todos os tempos, protagonizada por ele...ao ver de dentro da cela Lisbela, seu amor, vestida de noiva para se casar com outro, sua dor é tão grande...e Selton nos faz sentir toda essa dor, só com o olhar...




Tinha que dizer isso no final do post...demorou pra eu me apaixonar por Londres...não foi como o Leléu (Selton) que logo se apaixonou pela Lisbela...quando eu cheguei chovia tanto e estava tão mais frio do que em New York, que me fez lembrar o clima de São Paulo (argh!) e quem me conhece, ainda que pouco, sabe que isso tira totalmente meu humor...mas de repente, quando dei por mim, já estava fall in love total pela cidade...e, quer saber, to até com uma saudadezinha....